You have to do everything you can and if you stay positive you have a shot at a silver lining (temos de fazer todos os possíveis e, se formos optimistas, podemos ter um final feliz - na tradução do filme)
E isto, meus senhores e minhas senhoras, é mesmo verdade. É incrível. Ainda estou fora de mim, porque quando saí do cinema, fui carregar o 7 Colinas e olhei para as raspadinhas e disse a mim mesma "stay positive". Comprei uma e adivinhem...exactamente, ganhei!!! Nem queria acreditar. Agora, só tenho de pensar como vou gastar um euro.
Pergunta ao comentador anónimo do post anterior
30.1.13
E o call center do BPI aceita pessoas com uma grande pancada?
Há sensações universais 7
29.1.13
"O desprezo pela minha falta de capacidades intelectuais; leio o Wells e não percebo nada; os filhos da Nessa; a sociedade; comprar roupa; Rodmell estragada; toda a Inglaterra estragada; o terror à noite das coisas erradas no universo; comprar roupa; como eu odeio Bond Street, como detesto gastar dinheiro em roupas; e o pior de tudo é esta aridez deprimente.",Virginia Woolf, Diário, 25 de Maio, de 1932*
*voltei atrás, porque o livro estava, mais uma vez, desmarcado. Na altura em que li esta página (187) não transcrevi a frase por os lugares e as pessoas não coincidirem com a minha vida, mas ao cruzar-me, hoje, com este dia da Mrs Woolf tive mesmo de o fazer.
*voltei atrás, porque o livro estava, mais uma vez, desmarcado. Na altura em que li esta página (187) não transcrevi a frase por os lugares e as pessoas não coincidirem com a minha vida, mas ao cruzar-me, hoje, com este dia da Mrs Woolf tive mesmo de o fazer.
Pesadelos, os meus eternos companheiros
28.1.13
O meu pesadelo mais recorrente sempre foi com tsunamis. Ainda antes de saber que existiam tsunamis já sonhava com ondas gigantes que vinham da Póvoa até ao Monte de S. Félix.
Logo a seguir vinham os pesadelos com répteis, cobras para ser mais específica, mas nestes, não sei porquê, arranjava sempre uma forma de escapar. Normalmente enfiava uma armadura, para seguir caminho, ou corria tanto e com tanta velocidade que começava a voar. E aí começava um sonho novo, o meu preferido de sempre. Há outro, que às vezes tenho, quase tão bom como esse, que é nadar e respirar debaixo de água, uma água espessa, que me faz pensar (quando estou acordada) em líquido amniótico.
Mas agora deu-me para misturar dois conceitos medonhos: répteis e canibalismo. Ou seja, estamos numa paragem de autocarro, alguém tem uns crocodilos "muito giros", numa daquelas caixas de esferovite em que os pescadores trazem o peixe, a malta vai lá fazer festas, os gajos trincam e as pessoas transforma-se em canibais. Depois é ver a malta toda dentro do autocarro a ferrar-se uns aos outros feitos loucos.
Preciso mesmo de arranjar uma vida, ou de saber o que fazer com a que tenho.
Logo a seguir vinham os pesadelos com répteis, cobras para ser mais específica, mas nestes, não sei porquê, arranjava sempre uma forma de escapar. Normalmente enfiava uma armadura, para seguir caminho, ou corria tanto e com tanta velocidade que começava a voar. E aí começava um sonho novo, o meu preferido de sempre. Há outro, que às vezes tenho, quase tão bom como esse, que é nadar e respirar debaixo de água, uma água espessa, que me faz pensar (quando estou acordada) em líquido amniótico.
Mas agora deu-me para misturar dois conceitos medonhos: répteis e canibalismo. Ou seja, estamos numa paragem de autocarro, alguém tem uns crocodilos "muito giros", numa daquelas caixas de esferovite em que os pescadores trazem o peixe, a malta vai lá fazer festas, os gajos trincam e as pessoas transforma-se em canibais. Depois é ver a malta toda dentro do autocarro a ferrar-se uns aos outros feitos loucos.
Preciso mesmo de arranjar uma vida, ou de saber o que fazer com a que tenho.
Perguntas que gostava mesmo de saber a resposta
27.1.13
A palmada bem dada também se aplica a adultos, ou é só mesmo às crianças?
18 dias depois
25.1.13
Ontem fui jantar com o gajo. Tinha pensado em cinema, que é uma coisa que não fazemos juntos desde que o Bush era presidente, porque está aí o Tarantino e o Tarantino é sempre um acontecimento, mas optamos por ir comer, que, não sendo uma coisa muito original, é uma coisa que nos dá verdadeiro prazer.
Mas eu pensei no cinema precisamente para variar (variar faz toda a diferença num casamento, toda a gente sabe). É que, 18 dias depois, o gajo chegou do outro lado do mundo, com três horas de atraso, e para quem é que ele olhou primeiro? para os meninos, claro. Ele demorou pelo menos 30 segundos até me procurar com os olhos. É bem feita, tivesse vestido o vestido!
Não o vesti na quarta-feira, mas vesti-o ontem para ir jantar uma costeleta de novilho (uma carnívora de vestido de flanela é muito Tarantino, se formos a ver) e foi muito bom.
Pronto, era só para saberem.
Mas eu pensei no cinema precisamente para variar (variar faz toda a diferença num casamento, toda a gente sabe). É que, 18 dias depois, o gajo chegou do outro lado do mundo, com três horas de atraso, e para quem é que ele olhou primeiro? para os meninos, claro. Ele demorou pelo menos 30 segundos até me procurar com os olhos. É bem feita, tivesse vestido o vestido!
Não o vesti na quarta-feira, mas vesti-o ontem para ir jantar uma costeleta de novilho (uma carnívora de vestido de flanela é muito Tarantino, se formos a ver) e foi muito bom.
Pronto, era só para saberem.
A pila e o pipi
23.1.13
Os homens são diferentes das mulheres. É um facto. Até o Isaac sabe disso - os meninos têm pila e as meninas pipi. O Nicolau ainda não sabe, ele acha que eu tenho uma pila, mas não deve faltar muito para perceber.E, ao contrário do que muita gente pensa, as diferenças são mesmo só essas. A pila e o pipi.
É claro que essa diferença faz muita diferença a partir de certa altura (as pilas espalham as sementes e os pipis que estiverem para aí virados recolhem-nas e pode acontecer de as donas dos pipis engravidarem, sem querer ou por querer, e depois parirem. Este último é um exclusivo das pessoas que têm pipis, porque há quem defenda que as pessoas que têm pila também engravidam), mas enquanto somos pequenos e ainda não nos ensinaram a ser meninas, quando temos pipi, e meninos, quando temos pila, as diferenças não existem. Será?
Eu sempre achei que sim, mas desde que tive os rapazes, dou por mim a pensar muitas vezes que são diferentes das raparigas e não, não tem nada a ver com carrinhos e bonecas. Ainda hoje o Isaac quis levar para a escola uma pen (que em casa queria pôr no microondas e na rua era uma espécie de arma de fogo que fazia barulho nas portas, nos carros e no céu) e uma alô kitty (que ele é mais francófono) em miniatura. Nem tem a ver com as roupas e acessórios, o Nicolau gosta mais de usar chapéus, sacos e ganchos no cabelo, do que alguma vez a Beatriz gostou na idade dele. Além disso, passa-se com sapatos. Verídico.
O que eu sinto é que há uma energia dentro deles diferente, como se estivessem programados para correr, correr, correr, correr, correr, correr ao passo que as meninas parecem programadas para argumentar, argumentar, argumentar, argumentar. Mas provavelmente é coincidência. Noutras casas haverá meninas que correm mais do que argumentam e meninos que argumentam mais do que correm.
É claro que essa diferença faz muita diferença a partir de certa altura (as pilas espalham as sementes e os pipis que estiverem para aí virados recolhem-nas e pode acontecer de as donas dos pipis engravidarem, sem querer ou por querer, e depois parirem. Este último é um exclusivo das pessoas que têm pipis, porque há quem defenda que as pessoas que têm pila também engravidam), mas enquanto somos pequenos e ainda não nos ensinaram a ser meninas, quando temos pipi, e meninos, quando temos pila, as diferenças não existem. Será?
Eu sempre achei que sim, mas desde que tive os rapazes, dou por mim a pensar muitas vezes que são diferentes das raparigas e não, não tem nada a ver com carrinhos e bonecas. Ainda hoje o Isaac quis levar para a escola uma pen (que em casa queria pôr no microondas e na rua era uma espécie de arma de fogo que fazia barulho nas portas, nos carros e no céu) e uma alô kitty (que ele é mais francófono) em miniatura. Nem tem a ver com as roupas e acessórios, o Nicolau gosta mais de usar chapéus, sacos e ganchos no cabelo, do que alguma vez a Beatriz gostou na idade dele. Além disso, passa-se com sapatos. Verídico.
O que eu sinto é que há uma energia dentro deles diferente, como se estivessem programados para correr, correr, correr, correr, correr, correr ao passo que as meninas parecem programadas para argumentar, argumentar, argumentar, argumentar. Mas provavelmente é coincidência. Noutras casas haverá meninas que correm mais do que argumentam e meninos que argumentam mais do que correm.
Ei-lo
23.1.13
O dia do regresso. Desta vez comprei flores e tenho um vestido novo. É claro que vou passar as próximas horas a arrumar, mas eu gosto de começar as coisas ao contrário, começar a casa pelo telhado, enfeitar antes de arrumar, escrever o título antes do texto, começar a comer o corneto pela pontinha do cone, essas coisas.
Ajuda estar um belo dia de sol, pelo que poderei abrir todas as portas e janelas que houver para abrir. Também me aconteceu uma coisa curiosa no caminho de regresso a casa: uma cadela (tipo buldogue) decidiu virar-se a mim a ladrar feita louca. A cadela chamava-se Timor.
Metáforas
22.1.13
É o mesmo quarto, no mesmo dia.
A vida está cheia destas coisas, de pormenores e descobertas deliciosas (a propósito, o livro é este), mas também de confusão e detalhes merdosos. E uma pessoa, dependendo do seu estado de espírito, ou personalidade, ou as duas coisas, anda por aí, ora muito contente que tem uns sofás lindos (e um sítio onde os pôr), ora muito triste que a casa está sempre caótica e mofenta.
E, no meu caso, não sei porquê, o mofo ganha quase sempre.
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