Ter filhos é, para uma grande parte das pessoas (espero), uma escolha

7.2.21

É a primeira vez que estou a usar o telemóvel para escrever no blog, porque se não o fizer agora sei que, muito provavelmente, não vou ligar o computador para o fazer. 

A sério que foi preciso o teletrabalho para perceberem quanto do vosso tempo dedicam a ser pais e a trabalhar, e a dificuldade que é conciliar isso tudo? 

É claro que podemos ser ricos (ou viver em países de terceiro mundo) e ter amas, mas quando tudo falha, i.e., o Estado, temos de ser pais. Olha que estranho, mas não foi para isso que tivemos filhos, para sermos pais deles? (Eu gostava que houvesse outro termo que dissesse respeito à maternidade e paternidade, como um só, mas na nossa língua não existe, pois não?)

2 comentários:

  1. Eu não sei se percebi o ponto do post embriagado. Os meus 2 cêntimos: os filhos serão escolhas (na maioria dos casos), mas as escolhas fazem-se também tendo em conta um conjunto de circunstâncias. Ficar em casa com eles não estaria na lista de circunstâncias da maioria das pessoas que gosta, quer, ou tem de trabalhar a tempo inteiro. Não quer dizer que de repente tivéssemos optado por não ter filhos, mas significa que temos que recalibrar as expectativas. E isso dá sempre uns queixumes...

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    1. Eu acho, e sublinho a suposição, que remeti toda esta angústia em relação a ter de ficar com os filhos em casa para a minha própria experiência nos primeiros anos de vida dos meus filhos. Ou seja, estava a falar de mim, como sempre.
      E, sim, além de todos termos de recalibrar expectativas, há muitas famílias que têm todas as razões, e mais algumas, para se queixarem...
      Só não apaguei este post, no dia seguinte, porque dizer coisas parvas também faz parte de mim ;)

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