Séries

15.4.18

Nas férias da Páscoa a minha filha viciou-me na série do momento, La Casa de Papel, e ontem, enquanto via quatro episódios de seguida, com a mesma voracidade com que emborcava a garrafa de vinho, pensei que alguma coisa essencial há-de ter mudado desde que podemos ver séries assim.
Além das normais diferenças geracionais, entre mim e a minha filha há um grande fosso. Tem de haver, porque uma geração que cresce sem ter de esperar uma semana para ver Ficheiros Secretos é totalmente diferente de nós. E a nossa tendência é olhar para eles com uma certa sobranceria, claro, mas também, no meu caso, com espanto e desconcerto.
Olho para ela e vejo-me com a mesma idade, só que a ver todos os episódios seguidos das séries que quiser, e ensaio dizer-lhe tudo o que está a fazer de errado, indicar-lhe um caminho de gente que espera uma semana para ver Ficheiros Secretos, mas isso não faz lá muito sentido.

Ainda por cima não se ensina a saber esperar, digo eu que estou aqui em ânsias a poucas horas de ir ao aeroporto ter com o Jaime.

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