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Jornalista de viagens, mas pouco

9.6.15
Para quem ficou curioso sobre o que andei a fazer em França e no Fundão, pode ir espreitar o Alma de Viajante, está lá tudo, ou quase. 
Agora que eu ia ser jornalista de viagens vou-me enfiar numa ilha. Ironias.

Há trabalhos muito duros

26.3.15
Estão a ver aquela foto, dois posts abaixo, com o Nicolau deitado numa rede? Pois bem, estávamos num hotel em Odiáxere e eu conto tudo aqui.

A canção do cometa

14.11.14
Saio do Centro de Saúde sem conseguir ser atendida mais uma vez e, já na rua, ouço parte de uma conversa:
"Ele tem de se focar num objectivo, assim não pode ser, não pode estar a fazer informática hoje e amanhã meias".
Sorrio.
Entro no eléctrico e olho para o meu caderno. Numa página respostas de uma entrevista, na outra desenhos de patchwork para mantas e a seguir listas de compras e menus.
Sinceramente, não sei é como se pode viver de outra forma que não esta, sobretudo num mundo em que já se ouve um cometa a cantar.

Especialidade

8.7.14
Muito provavelmente a minha empresa faliu (e estar a falar em probabilidades em vez de certezas revela bastante sobre os meus conhecimentos de Negócios). Não estou triste. Estou conformada. Afinal, falhar tem sido a minha especialidade. 

Arrumar

8.5.14
Não se pode esperar que uma pessoa seja bem fina da cabeça quando tem uma mesa de trabalho assim. Ao longo do dia salto de uma coisa para outra e no fim parece que não fiz nada.
Preciso de arrumar a vida.

O lado bom

15.4.14
A parte fixe do negócio é fazer coisas giras, como esta mesinha de cabeceira.

Começar de novo (ou não)

14.3.14
Li o texto partilhado pela Gralha, numa fase em que estamos precisamente a tentar mudar de vida, e retive o seguinte:

1) Também quero estudar a história do trabalho;
2) Não faz muito sentido, de facto, pensarmos que temos de ser felizes a trabalhar;
3) Nunca se está livre da relação capital trabalho se precisarmos dela para sobreviver, mesmo que estejamos a trabalhar naquilo que mais gostamos (seja viajar, escrever, pintar, etc.);
4) "Um marceneiro tem muito mais liberdade criativa, apesar de fazer trabalho manual, do que um jornalista que trabalha em redacção, por exemplo". Até que enfim isso é uma evidência;
5) O grande problema por resolver da sociedade continua a ser a divisão de classes.

Temos uns problemas

10.2.14
Temos cogumelos nas paredes do quarto - as infiltrações continuam, apesar das obras. Temos insónias, os dois, mas em dias diferentes, porque parece que o nosso sistema sabe que um de nós precisa de estar a funcionar. Ou seja, temos problemas. Mas não são destes que quero falar, aliás, quando muito estes são consequências de outros problemas, tais como o triplo mortal no trapézio, sem rede, que decidimos arriscar, que é o mesmo que dizer decidir ficar sem nenhum salário fixo ao fim do mês.
Tudo bem, o SNS é o nosso único sistema de saúde há algum tempo. A escola pública idem. Ficaremos sem carro, mas temos pernas e transportes públicos. Só que, mesmo assim, precisamos de um rendimento mensal, porque as demais despesas (renda, luz, água, gás...) são mensais, portanto é aqui que entra o problema. Bem, na verdade temos três problemas:
Problema 1- Estamos tremendamente insatisfeitos com a nossa vida, ambos deprimidos e um de nós a sofrer de burn out.
Problema 2- Decidimos mudar de vida de uma vez por todas, mesmo sem ter encontrado uma alternativa viável.
Problema 3- Ter de viver os próximos meses com os dois anteriores.
Mas lá diz o ditado: Se tens um problema resolve-o. Se não tem resolução não é um problema.

Notas para mim própria

8.2.14
Quando fores entrevistada pela televisão:

1-pinta-te;
2-escolhe uma roupa que não te faça parecer grávida de 42 semanas;
3-lembra-te de endireitar os óculos;
4-bebe 3,5 copos de vinho antes da entrevista;
5-e, sobretudo, continua a evitar as câmaras o máximo que puderes.

"Deram-me cargos por ter filhos"

23.1.14
Vinha eu de mãos nos bolsos pela rua fora, a cheirar o ar como os gatos (é a única coisa que gosto mais nos gatos do que nos cães, os primeiros andam sempre com o focinho levantado e os segundos de focinho no chão), a levar com o sol na tromba e a pensar na vida, que no meu caso costuma incluir idealizações de cenários, onde apareço sempre com um cabelo decente rodeada de pessoas inteligentes e criativas a discutirem comigo os temas que estão na ordem do dia.
Curiosamente, no cenário de hoje estava num sítio específico, porque queriam contratar uma pessoa com, pelo menos, três filhos, uma vez que isso traria vantagens fiscais para a empresa. Nisto, ri-me muito com este cenário hipotético, por causa da ironia de estar a fazer exactamente aquilo que sempre quis por ser mãe de filhos, quando foi precisamente isso que me afastou de fazer aquilo que sempre quis. Bem, não foi só isso, mas adiante.
Depois, cheguei a casa e link daqui, link dali, vou parar a este texto. Ele há coisas do arco de velha!

Somos o que somos

3.12.13
Este blog podia irradiar glamour, a sério, eu tenho a matéria prima, e alguma imaginação, vá, para isso. Eu podia vir para aqui mostrar-vos como se pode ser CEO de uma empresa em crescimento, mãe de três filhos e fazer voluntariado.
Diria que nem sempre é fácil, mas enfatizaria as conquistas e deixaria implícita a minha tremenda capacidade de trabalho, aliada a um talento nato. Depois, mostrava fotos bem tiradas, com os meninos vestidos de camisa (eles vestiram uma vez e ficavam bem giros com aquilo). E seria tudo, ou quase tudo, mentira.
Sim, eu sou sócia gerente de uma empresa, tenho três filhos e estou a cuidar da minha avó durante um mês, por livre e espontânea vontade, mas tenho muitas dificuldades para sair da cama de manhã, passo mais tempo na cozinha e a tratar da roupa, do que em reuniões, ou a dar entrevistas e estou aqui em frente ao computador com ar de sem abrigo.
Eu sou como a minha avó na igreja de S. Roque, no domingo passado, a meio de um concerto de música clássica. Enquanto a orquestra tocava a Cantata nº 73, Herr, wie du willt, so schick's mit mir, de Bach, a minha avó surda vira-se para mim: "Achas que falta muito? Eu tenho de ir mijar".

A sério?

26.11.13
Primeiro tentamos resolver a questão da filha mais velha ter uma consulta médica no mesmo dia (depois de termos acordado que esta era uma daquelas razões que exigiam pagar a uma babysitter para ir buscar os miúdos à escola), mas como a única alternativa era ela ir sozinha, ou desmarcar, percebi que não podíamos ir os dois ao Porto. Entretanto, a minha avó veio viver aqui para casa durante um mês, o que inviabilizou completamente a minha presença no debate. Faz parte. Noutros tempos acho que teria ficado furiosa com a situação. Agora, quase me apetece rir, tipo, a sério? Isto está mesmo a acontecer? Ok, continuem a pôr-me à prova, então, eu já vos mostro do que sou feita.
(Se estiverem pelo Porto e com tempo façam o favor de ir lá apoiar o Jaime. Ele será o rapaz de olhos azuis com ar tímido ou arrogante (depende da perspectiva)

Café

6.11.13
Apesar de já não me sentir sempre um cagalhoto a boiar no mar, sem forças para me mexer, ainda tenho dias maus, dias quase insuportáveis. Normal. Ter dias bons e dias maus faz parte.
Importa é reagir, por isso decidi que hoje não ficava em casa. Vim para o café que fica mais perto e que tem wireless. É um café minúsculo onde se serve aguardente às 10h00 da manhã. As mulheres que entram aqui são as que vêm tomar o pequeno almoço antes de ir trabalhar, ou levar os filhos à escola. De resto são só homens.
Deve haver outros cafés por perto com acesso à internet e "melhores" fregueses, mas eu, por qualquer razão que desconheço, escolho sempre estes. Por exemplo, quando me apetece um café, escolho os sítios que servem Delta. Há dois, um com muito bom aspecto e cheio de gente bem vestida e que aparece na televisão e o outro é um corredor cheio de gente com ar infeliz e poucos dentes. Onde é que vou tomar café? ao corredor, claro.

Uma senhora de chinelos

18.10.13
E aqui está a prova em como me tornei uma verdadeira hôtesse. Ah, para quem perguntou, nesta reportagem da Visão não saiu nenhuma entrevista nossa. Apenas fizeram referência a alguns dos nossos produtos. Mas na fotografia eu pareço uma senhora, olhem para mim.

Bien sûr

18.10.13
Durante as três semanas e tal em que o Jaime estará fora decidi que, para além dos afazeres habituais, tinha de:

- terminar 20 sacos Ó Bai-me à loja
- arrumar de uma vez por todas as roupas
- vender as fraldas reutilizáveis para pagar um anúncio no Homelidays
- enviar uns press releases
- fazer a depilação

Passou uma semana e o que é que eu posso riscar da lista? Nada, pois claro. Mas vamos receber os primeiros hóspedes na Guest House. Yupiiiiiiiiiii! São franceses.

Mal de família

27.9.13
Cá estou eu, na casa do Porto, qual Sísifo, a ver se é desta que a dita fica pronta para receber hóspedes, enquanto, pelo meio, se organiza a festa de aniversário do único membro da família que nasceu no Outono, para, ainda há pouco, o pequeno se virar para mim antes de adormecer e dizer muito sério: "Sabes o que é que eu queria mesmo, mamã? Eu queria uma chupeta e não queria nada fazer quatro anos".
Certas coisas já nascem com as pessoas, não há hipótese.

Trabalho infantil / Teste

24.9.13

Conseguem traduzir esta t.shirt?

Uma bela festa é o que vos digo

16.9.13







Fotos de Pedro Santos

Antes de começar quase vomitei de tantos nervos, mas correu tudo muito bem e, mais do que isso, foi bom estar rodeada de tanta gente amiga. Obrigada. 
(e sim, o JP Simões também foi)

Frente a frente

12.9.13
A quem quiser dizer-me algumas coisas na cara, fica a saber que no sábado pode vir beber um copo de vinho do Porto comigo.

Procrastinação, o meu verdadeiro talento

12.9.13
É que daqui a pouco é hora do almoço e depois já tenho de ir buscar os meninos à escola, não tenho tempo de acabar não sei quantos sacos, redigir o Plano de Negócios e estender uma máquina de roupa. Quer dizer, para estender a roupa ainda dá tempo. Vou fazer isso.