A minha forma de ser

5.9.19
Num diálogo hipotético dizia a alguém: ''se calhar não gostas da minha forma de ser'' e depois fiquei a ouvir o eco ''forma de ser... forma de ser... forma de ser...''. Enfim, é o que dá acordar às quatro da manhã. Adiante.
Quando estava a sentir o sono a chegar novamente, achei que devia apontar para me lembrar quando acordasse, mas não tenho lápis nem papel na mesinha de cabeceira. Pelos visto não foi necessário.
A expressão ficou a ecoar na minha cabeça por me parecer provocatória, como se para sermos tivéssemos de partir de uma forma, isto é, de um molde. Como se no início houvesse uns quantos moldes e a partir daí se formassem todas as pessoas.
Não sei se me calhou um molde mais defeituoso, ou se a minha matéria não tinha o que era necessário, como quando um bolo afunda no meio, para a minha forma de ser tornar-se menos apreciada.
Seja como for, há pessoas muito irritantes que conseguem ser interessantes e ter uma vida boa, como a Lindsay e o Frank, por exemplo. E não me venham com o detalhe de essas pessoas serem personagens, que toda a agente sabe que a realidade ultrapassa, muitas vezes, a ficção.

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