Tanto mal e tanto bem

21.4.13
Fui , com as tripas a revolverem-se-me na barriga, porque apesar de o teste dizer que sou uma ENFP e, por conseguinte, adorar pessoas e estar no meios delas, a verdade é me sinto sempre um bocado em pânico perante a perspectiva de estar entre desconhecidos, sobretudo se forem muitos, como se afigurava o caso.
Não fosse a causa tão nobre e, quase de certeza, arranjaria uma desculpa, sobretudo, porque já tinha cumprido com a parte a que me tinha comprometido: oferecer os meus trabalhos manuais para serem vendidos. Mas, felizmente, tinha prometido à mãe da Pitikim que compraria alguma coisa por ela, para a representar neste evento. E eu digo felizmente, porque assim pude assistir a uma coisa verdadeiramente espectacular. 
Nem tudo, num evento destes, é altruísmo puro e duro. Eu sei disso. Mas, muitas vezes, os fins justificam os meios e neste caso justificam muitíssimo. 
Para mim* este evento valeu a pena por duas razões: cumprimentar algumas das pessoas que organizaram o "Todos por um" e ver verdadeiro amor pelo próximo (jamais esquecerei os olhos da SMS); e ver a minha ex. vizinha que foi lá como eu mas ficou a vender bolos até ao fim da festa. Tive muita pena de não ver as mamas da Pólo Norte. Quer dizer, acho que ela não andou lá a exibi-las, mas eu andei durante algum tempo a olhar para as mamas das loiras.
Acho que ter visto de perto os motards cristãos, também me deixou bastante emocionada, assim como o olhar triste do Jaime por não poder ser dador. E perceber que às 10h30 já só restava uma das peças que tinha oferecido para venda, também.
Este mundo é mesmo desconcertante: Tanto mal e tanto bem ao mesmo tempo!

* Obviamente eu sou a pessoa que menos interessa neste evento, mas sou eu que escrevo aqui, portanto só posso falar daquilo que me diz respeito. 

11 comentários:

  1. Também lá estive, muito de fugida porque tinha um compromisso, mas deu para (finalmente!) me tornar dadora e ainda fazer umas comprinhas:) nao me digas que fiquei com uma das tuas coisas! Como gostava de te ter conhecido! E também à Sónia! Mas Conheci a Pólo Norte que é um doce de pessoa :) (grande exagero ela dizer que é "mamalhuda")

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  2. E agora reparo que pus um ponto de exclamação em cada frase. Credo. Mas é verdade que foi de facto emocionante. A energia que se sentia por lá era qualquer coisa.

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    1. :) pois era, era uma energia muito especial.

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  3. Ainda bem que há aquele impulso e aquela última razão que nos manda para o sítio onde realmente queremos ir e arranjamos desculpa para não ir...
    O mundo estranho (e as pessoas muito estranhas,) do bem e do mal, dá-nos cabo do juízo na hora de o julgar, condenar e tomar decisões... Ao zangarmo-nos com ele acabamos por ficar mal na fotografia!

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    1. Neste caso o mal é a doença do Rodrigo.

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  4. Estive lá durante a manhã, dei um abraço à Pólo Norte que é uma simpatia, e confesso que olhei para ti uma série de vezes mas a timidez não me permitiu falar... Conheci-te assim que entraste, conheci o Jaime e os meninos como se sempre os tivesse visto :) Comprei várias coisinhas, não sei se algumas delas tinham o teu dedo :) Que dia fantástico, não foi...?*

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    1. A sério? teria gostado de te conhecer...:)

      (que estranho isto de sermos reconhecidos)

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    2. Na zona dos comes e bebes, logo de manhã, ainda fiquei várias vezes a ver-te entrar e sair, e a olhar para ti com um ar de quem te conhece de sempre :) Depois achei que devia estar a parecer uma stalker mirone e fui à minha vida :) :) :) Bah, para a próxima meto-me contigo e tens de me aturar! :)

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  5. Olá. Também me emocionei com a solidariedade que se vivia ali. Foi lindo! Já agora, que coisas é que eram as tuas? Eu comprei uns ganchos para as sobrinhas e um babete para o Baby Afondo, que está a ser um querido e a dar este fim de semana à mãe antes de nascer. Bjs

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    1. Eu tinha lá duas almofadas, uma manta e um tapete.

      As boas vindas para o Afonso, que chega num belo mês ;)

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  6. A mim o que mais me impressionou foi o comportamento dos meus putos. Aguentaram todo o dia no meio de desconhecidos. Quando os ia espreitar (fui muitas vezes) só diziam: "podes ir trabalhar mãe, nós estamos bem!". A meio da tarde o Lourenço veio para o bar também e ficou resposavél pela entrega das bebidas. Quem se aproximava ouvia logo um: "tem sede?". Foi um dia muito bonito.
    beijos da vizinha

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