Ontem à noite aluguei um filme bastante parvo. Até certa altura estava com esperança que fosse nonsense mas não, era mesmo só mau. De qualquer forma, achei que devia tomar nota das descobertas sobre o que é a felicidade, que o psiquiatra foi fazendo ao longo da sua viagem.
1- Fazer comparações pode comprometer a felicidade.
2- Muitos pensam que a felicidade é ser mais rico, ou mais importante.
3- Muitos só vêem a felicidade como uma coisa futura.
4- Felicidade pode ser a liberdade de amar mais do que uma mulher ao mesmo tempo.
5- Às vezes, a felicidade é não saber a verdade toda.
6- Evitar a infelicidade não conduz à felicidade.
7- Essa pessoa fá-lo sentir-se predominantemente a) Bem ou b) Mal?
8- Felicidade é seguir a nossa vocação.
9- Felicidade é ser-se amado pelo que somos.
10- Guisado de bata-doce.
11- O medo é um entrave à felicidade.
12- Felicidade é sentirmo-nos completamente vivos.
13- Felicidade é saber como festejar.
14- Ouvir é amar.
15- A nostalgia já não é o que era.
Fim de um ciclo
12.6.15
Ontem, fomos ao São Jorge assistir ao último concerto da Bea enquanto aluna da Escola de Música do Conservatório Nacional. Escusado será dizer que chorei baba e ranho, sobretudo na Chamateia, enquanto visualizava mentalmente os últimos seis anos.
É uma escola muito especial e tenho muito pena que ela tenha de a deixar. Ela também, claro, sobretudo por causa dos amigos, mas não chora baba e ranho, nem coisa que se pareça.
Sendo tão pouco sedentária, não percebo porque me custa tanto abandonar os sítios e as pessoas.
P.S E depois, é incrível andar à procura de fotos dela no conservatório e perceber que não tenho. As duas de cima foram tiradas pela escola.
Jornalista de viagens, mas pouco
9.6.15
Para quem ficou curioso sobre o que andei a fazer em França e no Fundão, pode ir espreitar o Alma de Viajante, está lá tudo, ou quase.
Agora que eu ia ser jornalista de viagens vou-me enfiar numa ilha. Ironias.
Cicatrizes
9.6.15
A nossa impressão de que o Nicolau dificilmente atravessaria a infância sem cicatrizes confirmou-se. Ontem, caiu do beliche para cima do triciclo e esfarelou a bochecha. Por momentos pensei que ia desmaiar (eu, não ele) mas depois lá os vesti rapidamente, chamei um taxi e fui para o Estefânia.
A Bea não estava em casa e o Isaac, sempre tão complicado em algumas situações, portou-se como um senhor. O Nicolau esteve sempre como se nada fosse, pelo menos até começarem a coser-lhe a cara.
Eu revi várias vezes, na minha cabeça, o que deveria ter feito para evitar o acidente, bastava ter espreitado uns segundos antes para ver ao que estavam a brincar e nada daquilo teria acontecido.
Depois, talvez para me martirizar, voltei para casa a pé com ele ao colo. O Isaac, sempre tão complicado em algumas situações, portou-se como um senhor, a caminhar ao meu lado a avisar-me quando os semáforos ficavam verdes.
Tínhamos almoçado, os três, no Martim Moniz, eles tinham-se divertido imenso nas fontes, e depois um acidente estúpido, como todos os acidentes.
Revi outros acidentes que não aconteceram, como aquele em que o Isaac, quando tinha pouco mais de três anos, descobre nos armários da cozinha um queimador de leite creme que nunca usei na minha vida (e que já não tenho) e decide ligá-lo numa tomada. E eu estava ali, ao lado dele, ocupada com qualquer coisa, convencida que ele estava a brincar com tupperwares, porque era a única coisa que estava ao alcance deles, nunca me lembrando daquela caixa com um queimador de leite creme dentro.
Ou o do armário que devia estar preso à parede e cai em cima do Nicolau sem lhe tocar, porque bate primeiro na mesa.
Hoje não foram à escola, claro, porque poderia muito bem acontecer de o mais novo sair de lá com os pontos rebentados e, por isso, passei o dia a obrigá-los a estar sentados, a não jogar à bola, a não correr, assim tipo histérica mesmo. Obviamente, não é suposto viver-se desta forma, ainda que seja verdadeiramente stressante uma pessoa desviar os olhos para pagar a conta do supermercado e quando olha para eles já estão de cabeça para baixo naquelas grades das caixas, sendo que um deles tem pontos na cara que podem infectar, rebentar e sei lá mais o quê.
A minha mãe acha que se levassem no focinho não eram assim. E muitas outras pessoas acham outras coisas. Eu gosto que eles sejam como são, desde que tenham noção que é preciso respeitar os outros, a começar pelos pais, que é onde tudo começa. E acho que faz parte eles irem experimentando até onde podem ir.
Escusavam era de querer ir sempre mais além. Mas quem sou eu para os censurar?
A Bea não estava em casa e o Isaac, sempre tão complicado em algumas situações, portou-se como um senhor. O Nicolau esteve sempre como se nada fosse, pelo menos até começarem a coser-lhe a cara.
Eu revi várias vezes, na minha cabeça, o que deveria ter feito para evitar o acidente, bastava ter espreitado uns segundos antes para ver ao que estavam a brincar e nada daquilo teria acontecido.
Depois, talvez para me martirizar, voltei para casa a pé com ele ao colo. O Isaac, sempre tão complicado em algumas situações, portou-se como um senhor, a caminhar ao meu lado a avisar-me quando os semáforos ficavam verdes.
Tínhamos almoçado, os três, no Martim Moniz, eles tinham-se divertido imenso nas fontes, e depois um acidente estúpido, como todos os acidentes.
Revi outros acidentes que não aconteceram, como aquele em que o Isaac, quando tinha pouco mais de três anos, descobre nos armários da cozinha um queimador de leite creme que nunca usei na minha vida (e que já não tenho) e decide ligá-lo numa tomada. E eu estava ali, ao lado dele, ocupada com qualquer coisa, convencida que ele estava a brincar com tupperwares, porque era a única coisa que estava ao alcance deles, nunca me lembrando daquela caixa com um queimador de leite creme dentro.
Ou o do armário que devia estar preso à parede e cai em cima do Nicolau sem lhe tocar, porque bate primeiro na mesa.
Hoje não foram à escola, claro, porque poderia muito bem acontecer de o mais novo sair de lá com os pontos rebentados e, por isso, passei o dia a obrigá-los a estar sentados, a não jogar à bola, a não correr, assim tipo histérica mesmo. Obviamente, não é suposto viver-se desta forma, ainda que seja verdadeiramente stressante uma pessoa desviar os olhos para pagar a conta do supermercado e quando olha para eles já estão de cabeça para baixo naquelas grades das caixas, sendo que um deles tem pontos na cara que podem infectar, rebentar e sei lá mais o quê.
A minha mãe acha que se levassem no focinho não eram assim. E muitas outras pessoas acham outras coisas. Eu gosto que eles sejam como são, desde que tenham noção que é preciso respeitar os outros, a começar pelos pais, que é onde tudo começa. E acho que faz parte eles irem experimentando até onde podem ir.
Escusavam era de querer ir sempre mais além. Mas quem sou eu para os censurar?
Acreditem ou não
5.6.15
Vamos mudar de casa outra vez.
Agora que tínhamos encontrado o bairro certo, um apartamento que nos agrada e uma boa escola, decidimos que uma casa térrea com vista para o mar e, talvez, com uma frangipani à entrada poderia ser melhor. Fica do outro lado do mundo mas, como se costuma dizer, o mundo é muito pequeno. São só dois dias de distância, em linha recta pelo céu. E lá, do outro lado do mundo, há outros mundos a descobrir.
Ainda não contei à minha avó.
Agora que tínhamos encontrado o bairro certo, um apartamento que nos agrada e uma boa escola, decidimos que uma casa térrea com vista para o mar e, talvez, com uma frangipani à entrada poderia ser melhor. Fica do outro lado do mundo mas, como se costuma dizer, o mundo é muito pequeno. São só dois dias de distância, em linha recta pelo céu. E lá, do outro lado do mundo, há outros mundos a descobrir.
Ainda não contei à minha avó.
A TV tem as suas vantagens*
3.6.15
A grande mais valia da TV, além de tornar a tarefa de dobrar roupa menos penosa, é poder assistir a séries como a "Mistérios de Laura" (sim, nas minhas fases descompensadas como pacotes de bolachas, bebo vinho e vejo séries), em que se vê dois irmãos pequenos a mijarem para cima um do outro.
É tão bom saber que não somos as únicas pessoas no mundo com filhos que fazem coisas assim!
* Eu sei que se pode ver séries no computador mas não é a mesma merda. Uma pessoa precisa de rituais.
É tão bom saber que não somos as únicas pessoas no mundo com filhos que fazem coisas assim!
* Eu sei que se pode ver séries no computador mas não é a mesma merda. Uma pessoa precisa de rituais.
Como proporcionar o melhor fim de tarde aos seus filhos em 2 passos
3.6.15
1- Esquecer as chaves dentro de casa.
2- Ligar para os bombeiros
A sério, um carro de bombeiros à porta, mais o da polícia, e três homens fardados a subir as escadas connosco foi a loucura total.
Quando vier a conta não vou achar tanta graça, mas assim como assim acho que não gastaria muito menos numa tarde de cinema e pipocas.
Tempo inútil
2.6.15
Andei a mexer nas definições do blog e por isso os últimos comentários não estão visíveis. Perdi que tempos a tentar resolver e nada, portanto parti para a violência e apaguei a minha conta do google+, assim tipo a chamar-lhe nomes e tudo.
Vou mas é fazer alguma coisa que se veja. Vou fazer sopa e coser remendos nuns quantos pares de calças.
P.S Isto acabará por ficar bem, eventualmente.
P.S Isto acabará por ficar bem, eventualmente.
Telefonema de longa distância
1.6.15
- E o que vais fazer hoje?
- Bifes de peru grelhados.
- (risos) Tenho saudades tuas.
- Não tenhas, estou insuportável.
- Bifes de peru grelhados.
- (risos) Tenho saudades tuas.
- Não tenhas, estou insuportável.
Ficção versus realidade
31.5.15
Depois do cinema, com um saco de plástico cheio de pipocas na mão, uma criança com sono às cavalitas, porque se recusou a caminhar, e outra tipo ovelha tresmalhada à solta numa estação de metro, só conseguia pensar que esta coisa de acharmos piada a um grupo de resistentes à civilização só mesmo na ficção.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



