Metáforas

6.6.10
A malta vai de fim-de-semana cheia de mazelas. Apanha sol, dá uns mergulhos, come marisco, bebe um vinho branco no terraço e acaba-se tudo. O pequeno, por exemplo, saiu de casa com o nariz naquele estado, quando chegou estava curado.

Lisboeta

2.6.10
Vou passar o feriado ao Algarve. Volto já.

Ambientalices

1.6.10
(saco do pão feito com resto de uma toalha de mesa que foi preciso cortar)


Já se sabe que sou uma rapariga preocupada com o ambiente. Os três R's são levados a sério cá em casa e mesmo assim é uma tragédia: reduz-se, reutiliza-se e recicla-se (ou leva-se para reciclar) mas o lixo está sempre aqui aos montes. Acontece que a medida de levar o saco de casa para as compras deu resultados, ou seja, os sacos de plástico acabaram. E agora eu pergunto, onde é que ponho o lixo comum? compro sacos de lixo?

De hoje

1.6.10
Ia dizer que o bebé caiu e pisou o nariz e que eu fui ao ginásio e, talvez, fizesse uma referência ao calor e à falta que o café me faz (sim, jotaxis, também não temos café); se calhar até falava da roupa que é preciso dar ou passar a ferro, brunir, engomar e do quanto costumo ficar quilhada, fodida, passada dos cornos com as domestiquices mas, bom, acho que fico calada. Ou então aproveito para dizer que tive um bom serão, desses mesmo.

Somos dois

31.5.10
Só não fumo, Marmelo, de resto temos os mesmo vícios. Acho até que a Cândida Castro surgiu por causa dele.

Domingo

31.5.10
E assim se dá uma boa utilização ao quilt número um.

Os pais não sabem falar de outra coisa

28.5.10

(Adoro o pormenor das mamas sempre a deitar leite. E aquele episódio em que os dois discutiam sobre quem é que bebia mais?)

Já sei porque não gosto de acordar

28.5.10
"Há pessoas que ao acordar revivem, todos os dias, com angústia, o seu aparecimento na vida, esse despertar forçado", Vila-Matas.
(Estou quase a terminar o livro, depois acaba-se esta obsessão)

A Cândida acha que somos um pouco como a Irène Jacob em "A Dupla Vida de Vèronique"

28.5.10
*SPOILER*
Nesse caso não quero ser a Weronika, porque ela morre cedo.

O Homem dos pardais

28.5.10
Um senhor de idade, um velho, portanto, alimentava pardais, ou passarinhos, ou tarrotes, no Príncipe Real mas não deixava que as pombas se aproximassem, exotava-as com a bengala. Dali a pouco virou-se para mim:
- Essa pomba que aí está tem a pata esquerda sem dedos? Eu olhei para o enconsto do banco onde estava sentada e confirmei que sim.
- Ah, já sei quem é, disse aproximando-se. Eu não gosto muito de pombas (eu já tinha percebido), mas essa coitada vou alimentando. Depois deu-me o resto do pão, disse como é que eu tinha de fazer e foi à vida dele. Antes ainda referiu qualquer coisa sobre perceber-se que o meu sotaque era do Porto, porque temos uma maneira de falar mais clara.