Os insondáveis mistérios da vida

10.10.13
Com a premissa de que o ser humano se adapta a qualquer situação, penso frequentemente se seria capaz de viver em circunstâncias desumanas e se é suposto prepararmos os nossos filhos para o pior (às vezes parece que é). Penso no Zé Francisco, na Manuela e no Ludgero, na Irma Lópes Aurélio e nos 300 migrantes que morreram à procura de uma vida melhor. Penso nos caminhos, no milhares de cruzamentos, que terão trazido todas estas pessoas até aqui. Estas e não outras.
A sério, tenho de deixar de tentar perceber os insondáveis mistérios da vida.

P.S O Jaime lá foi e desta vez demora-se mais no outro lado do mundo. Também nunca vou perceber porque nos custa tanto estar afastados, quando até deviam saber bem umas férias um do outro.

Sonhar melhor

9.10.13
Isto de se viver com um humor mais estável é melhor em muitos aspectos, mas os meus sonhos, ai os meus sonhos, são tão seca! Eu fazia coisas tão incríveis a sonhar e agora fico aliviada porque, afinal, o do meio levou as calças de fato de treino no dia certo para a escola. Ou, vou visitar a minha amiga Inês e passo o sonho a vê-la atarefada na redacção e a dizer-me o que ainda lhe falta fazer. A sério??? estes dois temas, só para dar alguns exemplos, noutros tempos dariam sonhos muito mais espectaculares.  No mínimo eu estaria a vestir as calças de fato de treino ao Isaac para irmos visitar o gajo que faz de pai da Judie Foster no Contacto e com a Inês, se fosse para estar a vê-la trabalhar, estaria na Estónia, ou numa peça de teatro qualquer.
Enfim, seja como for, não me parece sensato deixar de tomar comprimidos para sonhar melhor. E daí...

Concurso

9.10.13



Pois bem, servem estas fotos para participar no concurso "Com a vaca que ri sabe bem regressar às aulas".
E porque é que quiseste participar nesse concurso, Calita? - perguntam vocês. Pois bem, eu explico: Porque o prémio para as receitas mais criativas é um vale de 100€ disponível para compras nos postos de venda Sonae e, como deverão compreender, 100€ num hipermercado é de se aproveitar quando se tem uma família com cinco bocas a comer (também pode ser que os gaste em vinho, mas se for esse o caso eu assumo).
Depois, os queijos da vaca que ri já são presença habitual cá em casa, por isso, empratá-los numa receita original não vem daí mal ao mundo.
Como a ideia era criar um lanche nutritivo, saboroso e divertido eu escolhi os ingredientes que
1) tinha em casa
2) que sei que eles apreciam
Ou seja:

2 queijos da vaca que ri
2 tomate cereja
1/4 cenoura
nozes q.b.

Comecei por cortar metade de uma cenoura em palitos e depois fazer dois cortes (em cruz) na base dos tomates cereja. Coloquei os tomates cereja no topo do triângulo do queijo da vaca que ri e os palitos de cenoura a fazer de braços e pernas, conforme as imagens, e espalhei algumas nozes.
Depois é só servir.
Como perdi demasiado tempo a tirar fotografias, um dos bonecos acabou decapitado, mas isso só serviu para tornar o lanche ainda mais divertido.

Agenda

8.10.13
A vantagem de falar com pessoas, em oposição a falar sozinha, é sermos confrontadas com coisas que nunca nos tinham passado pela cabeça.
Pôr na agenda: estar mais vezes com pessoas. Antes disso, comprar a agenda.

Pais&Filhos

4.10.13
Os meus filhos são lindos, a sério, são mesmo lindos, tão lindos como os vossos. A diferença é eu não ser como vocês, linda e espectacular.
Quando eles se põe a guinchar, quando se recusam a tomar banho, a ir dormir, a comer e por aí  fora, NUNCA me apetece mostrar-lhes quem manda (toda a gente sabe quem é, certo?). In extremis apetece-me é sentar a um canto a chorar. Sofro de um terrível défice de autoritarismo e ainda bem, porque não faria sentido ter andado este tempo todo a odiar pessoas autoritárias para me tornar uma delas.
E antes que venham para aqui dizer coitadinhas das crianças que vivem sem saber quais são os limites e vão ser umas desgraçadas no futuro, deixem-me que vos diga que os meus filhos sabem respeitar-me. Esta coisa, aliás, costuma ser recíproca, acho, - eu respeito que eles sejam crianças e me façam passar bastantes vergonhas e eles respeitam que eu seja mãe e os faça perceber que não pode ser tudo como eles querem.
De resto, há que apreciar, não sei bem o quê, tendo em conta que a maior parte do tempo é passado a obrigá-los a fazer coisas que não querem, mas pronto, deve ser giro na mesma.

Ao almoço

4.10.13
Quando uma pessoa está com fome, olha para o canto inferior direito do computador (bons tempos em que se olhava para um relógio!) e vê que está na hora do almoço, levanta-se para fazer qualquer coisa, vê que há frango que sobrou do jantar, mas não há pão e nisto toca a campainha para entregarem uma encomenda com as novas sandwich Thins da Bimbo, isso é... marketing bem feito.
Além da campanha, o pão também foi muito apreciado cá em casa.


Profissão

3.10.13
Fui fazer uma mamografia pela primeira vez e, confesso, quase tive mais medo que me perguntassem a profissão, enquanto preenchiam a ficha de inscrição, do que do exame propriamente dito.
O que é que eu digo, nestas circunstâncias? Não posso dizer empresária, que isso soa a namorada de actor, mas todas as alternativas me parecem piores. 
Felizmente acabei por ir espremer as mamas sem que quisessem saber o que faço na vida. 

Um princípio

2.10.13


Mudar o sofá não é mudar tudo, mas é um princípio (depois descubro qual o meio e o fim). Resistirá a três crianças e dois gatos? Podem fazer as vossas apostas.

A eito

2.10.13
Vinha gabar-me de ter conseguido enfiar as minhas velhas calças de ganga, quatro anos e tal depois, mas quando fui ver as fotos que tiramos no jardim botânico tropical desisti. Olhando para mim no ecrã não vejo diferença nenhuma, ou seja, isto foi sempre um problema de visão.

Não sei qual a relação entre a descoberta de que o universo pode ter uma forma curvilínea e não plana, com a "gravidez" do menino de dois anos, mas eu ia jurar que há uma.

Estou indecisa entre deixar tudo como está e ir indo e vendo, ou mudar tudo. É capaz de haver um meio termo, é, mas os meios termos dão cabo de mim.

Diz que vem aí muita chuva, há um alerta amarelo e tudo, mas eu tenho as janelas abertas e está sol.

Apetece-me comprar um livro.