Há qualquer coisa de muito romântico em vaguear por certas cidades europeias (reparem, Portugal está efectivamente situado no continente Europeu) com uma mochila Monte Campo (Peneda) às costas e três crianças pela mão. Leva-se assim o mundo todo pela mão e algumas coisas essenciais às costas.
Não me parece nada má, uma vida destas, sabendo que haveremos de ter um sítio quente para dormir e qualquer coisa para comer.
Depois é seguir os rastos de migalhas que vamos deixando para saber o caminho de volta. Sim, porque o caminho de volta encontra-se sempre (mesmo que os pássaros, ou o vento, tenham levado as migalhas), o que nem sempre se encontra são os sítios, os mesmos sítios.
Enfim, as viagens, e por viagens quero dizer o trajecto de um ponto a outro ponto, são sempre momentos inigualáveis, experiências únicas, por mais semelhanças que tenham entre si, até quando se vai de Lisboa a Valadares para assistir a uma comunhão solene.
Press Release: 2ª Corrida Solidária Bosch
15.6.13
"A Corrida, que se realizará no próximo dia 22 de Junho de 2013, será realizada em parceria com a Universidade de Aveiro; a Municípios de Aveiro e Ílhavo; com a Associação Industrial do Distrito de Aveiro; e com a colaboração técnica da Fullsport, com o objetivo de angariar fundos para Instituições que apoiam Crianças em situação de Risco e Precariedade, revertendo 50% a favor da Casa do Gaiato e Aldeias SOS e os restantes 50% divididos por duas instituições com intervenção local, a anunciar em breve.
Os mais atléticos podem optar pela Corrida de Competição, cuja extensão será de 10.000 metros. Enquanto os que quiserem treinar de forma mais tranquila e aproveitar para passear em família em Aveiro, podem inscrever-se na caminhada de 5.000 metros."
Mais informações aqui.
A mim parece-me um excelente pretexto para ir até Aveiro, mas nesse dia tenho de estar aqui.
Fanicos
14.6.13
Lá foi ele até Timor, como os D'Avinci (do que me fui lembrar!), e eu aqui com um vazio estranho, as unhas mais roídas que o costume, insónias pouco habituais, daquelas em que uma pessoa de se deita e não dorme, ao contrário do que costuma acontecer-me que é adormecer logo e acordar a meio da noite e, aí sim, não voltar a dormir, o que também tem sido relativamente raro, uma vez que dormir é uma coisa que faço bastante bem.
Por isso, ando com os nervos em franja e/ou à flor da pele (e agora reparo nas coisas bonitas que os nervos compõem), pelo que deveria ter evitado construir uma casa de papelão para os rapazes, não só porque demorei muito mais tempo a colá-la do que eles a destruí-la, como passei o tempo todo a empurrá-los para o lado a insistir que me deixassem acabar aquilo e a reclamar que assim não conseguia fazer nada e que me deixassem em paz, que é exactamente o efeito oposto àquele que se pretende quando se entra numa empreitada destas.
Enfim, mas é quase fim-de-semana e vamos de comboio até ao Porto, por isso devo consegui redimir-me. Ou isso, ou dá-me um fanico.
A seguir são as termas
13.6.13
Chegou o tempo em que a minha filha sai para festejar o Santo António com as minhas amigas, que não têm filhos, enquanto eu fico em casa.
Dentro dos dias
12.6.13
É muito giro ser sócia-gerente, costureira e estafeta da Oporto Lobers, fazer várias centenas de quilómetros para arranjar matéria prima de qualidade, com os filhos no banco de trás, responder a perguntas de jornalistas e estar sempre a pensar no passo seguinte, mas depois é preciso aspirar a casa e limpar o quarto de banho na mesma.
O cúmulo do romantismo
7.6.13
Hoje fomos ao registo assinar papéis. Foi bastante romântico, com muitos olhares cúmplices e sorrisos parvos. Saímos de mão dada e foi cada qual à sua vida.
A partir de hoje somos sócios.
A partir de hoje somos sócios.
Mãe Dolorosa
6.6.13
Vi-o doente, ouvi os seus gemidos;
Sinto a memoria negra, ao recordá-lo!
A Mãe baixava os olhos doloridos
Sobre o Filho. E era a Dôr a contemplá-lo!
Depois, nesses instantes esquecidos,
Ou lhe falava ou punha-se a beijá-lo...
Mas, retomando, subito, os sentidos,
Estremecia toda em grande abalo!
Fugia de ao pé dele suffocada,
A sua escura trança desgrenhada,
Os seus olhos abertos de terror!
E então, num desespêro, a Mãe chorava,
E, por entre gemidos, só gritava:
Amôr! amôr! amôr! amôr! amôr!
Teixeira de Pascoaes, in 'Elegias'
Sinto a memoria negra, ao recordá-lo!
A Mãe baixava os olhos doloridos
Sobre o Filho. E era a Dôr a contemplá-lo!
Depois, nesses instantes esquecidos,
Ou lhe falava ou punha-se a beijá-lo...
Mas, retomando, subito, os sentidos,
Estremecia toda em grande abalo!
Fugia de ao pé dele suffocada,
A sua escura trança desgrenhada,
Os seus olhos abertos de terror!
E então, num desespêro, a Mãe chorava,
E, por entre gemidos, só gritava:
Amôr! amôr! amôr! amôr! amôr!
Teixeira de Pascoaes, in 'Elegias'
Aquela que fui quando tinha 20 anos
4.6.13
Por causa desta entrevista do Marmelo, e daquilo que o Manuel António Pina lhe disse sobre "o que acharia de nós aquele que fomos quando tínhamos 20 anos", pusemo-nos aqui em casa a voltar atrás no tempo.
Jaime: "O Jaime de 20 anos ia adorar conhecer-me"
Calita: "A Calita de 20 também ia adorar conhecer-te".
Honestamente eu não sei o que pensaria de mim aquela que fui quando tinha 20 anos. Acho que ela ia achar piada à minha forma de estar na vida, ia querer ser um pouco como eu, mas não ia perceber como é que fui capaz de deixar de ser jornalista. Aliás, tenho quase a certeza que aquela que fui quando tinha 20 anos ia achar-me uma falhada, se me conhecesse agora, e, por isso mesmo, também me consideraria uma pessoa muito interessante. Mas, pronto, aquela que fui quando tinha 20 anos era um bocado parva.
Jaime: "O Jaime de 20 anos ia adorar conhecer-me"
Calita: "A Calita de 20 também ia adorar conhecer-te".
Honestamente eu não sei o que pensaria de mim aquela que fui quando tinha 20 anos. Acho que ela ia achar piada à minha forma de estar na vida, ia querer ser um pouco como eu, mas não ia perceber como é que fui capaz de deixar de ser jornalista. Aliás, tenho quase a certeza que aquela que fui quando tinha 20 anos ia achar-me uma falhada, se me conhecesse agora, e, por isso mesmo, também me consideraria uma pessoa muito interessante. Mas, pronto, aquela que fui quando tinha 20 anos era um bocado parva.
Emporcalhar
3.6.13
Haja ocasiões e vinhos assim para festejar
2.6.13
Os meus amigos ofereceram-me esta garrafa de vinho no meu aniversário. Pensei que fosse guardá-la mais tempo, mas no dia da abertura da loja quis fazer um brinde como deve ser. E que brinde, meus caros!
(Como podem ver guardei a etiqueta no moleskine que a Natália me deu)
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