BRAUTIGANS

A medida certa

Tenho saudades de voar. Só voei nos sonhos, por isso devia dizer que tenho saudades de sonhar que voo (a primeira pessoa do singular do verbo voar resulta numa palavra estranha, o vê e os dois ós assim juntos parecem exatamente o contrário daquilo que querem dizer). Não sei como costumam voar nos sonhos, eu começo sempre por correr e depois vou dando uns saltos, cada vez mais altos, até ficar a pairar no ar como o super-homem, ou a mulher maravilha. Que sensação! Não há outra que se lhe compare nas coisas que fazemos acordados, ou nas coisas que eu faço, porque há pessoas que, certamente, têm sensações incríveis a saltar de paraquedas, a escalar montanhas e outras atividades do género. Eu não, eu sou comedida. Não preciso dessa adrenalina, mas preciso de outras coisas, claro, todos temos os nossos corrimões, o meu é o vinho, porque, e lá vou eu citar mais uma vez  Manuel Vilas, ''o álcool ajuda à criação da vida como espaço político. Nos seres humanos, o álcool até cria a ideia de que a vida é uma força sem limites, e de que a vida tem sentido''. 
É estranho estar a demorar tanto tempo para acabar o ''E, de repente, a alegria'', o que quer dizer que não estou propriamente presa à leitura, e ao mesmo tempo ficar com tantas ideias agarradas a mim*. Uma delas é a de que nós frequentamos as pessoas. O escritor fala disso a propósito de amigos que teve em tempos, com quem passou momentos maravilhosos, e que do nada deixaram de se falar, de se encontrar. ''Foram-se essas amizades ou, melhor dizendo, morreram. A língua espanhola tinha e tem um verbo para tudo isso. É o verbo «frequentar.» Pode-se dizer de alguém: «frequentei-o nesse tempo». Indica-se com isso que houve uma relação, e esconde-se a natureza dessa relação, suspende-se o conteúdo dessa natureza dentro de uma ambiguidade amável. Porque os seres humanos passam por este mundo criando muitas relações que ninguém sabe em que se fundam. Umas vezes foram amizade, outras coincidências familiares, simpatias, interesses comuns, outras não se sabe o quê.''
A outra é a de que aquilo que nos destrói é também o que nos eleva, como o álcool. "(...)a minha vida no álcool, isso é que foi um inferno. Nossa Senhora, aqueles meses, aquela destruição, mas também aquela euforia, pois, agora que penso melhor, houve em todos os momentos da minha vida alguma forma de alegria. Quão incompreensível é a alegria, que às vezes também põe a máscara do desespero''.
Se eu pensar melhor, estas duas ideias fazem parte de mim há muito tempo. Quem me conhece bem sabe que estou constantemente a questionar a amizade, o que significa, quem são os meus amigos, que papel ocupam na minha vida. 
E o vinho. Não digo álcool, porque quase só bebo vinho e muito ocasionalmente cerveja. Questiono-me muitas vezes sobre vinho, porque sei que bebo demais - e agora, pelos vistos, um copo por dia, é demais, e gosto de me debruçar sobre as razões que me levam a fazê-lo. Quase sempre é precisamente para deixar de pensar, uma vez que é extremamente cansativo viver com os loopings de pensamentos que circulam na minha cabeça, mas estou a aprender a encarreirá-los e a encontrar a medida certa do álcool. E, não, não estou a falar dos 0,05% de Finn Skårderud. E, sim, gostei muito do filme.

*Além das ideias, são as coincidências deste livro, como a de Manuel Vilas ter estado na Póvoa de Varzim, no Correntes D'escrita, em 2019, e escrever sobre isso. E sobre o mar da cidade. Tão bem que ele descreve este mar que procuro todos os dias! 


1 comentário:

  1. Houve um momento na minha vida em que me senti completamente destruída…
    Quando meu namorado terminou comigo de repente e me bloqueou em todas as redes sociais sem nenhuma explicação, eu fiquei muito doente por causa da dor. Eu não conseguia comer, não conseguia dormir, e meu coração estava cheio de confusão. Eu continuava me perguntando: “O que eu fiz de errado?”, mas não tinha respostas.
    Apesar de tudo, eu ainda o amava profundamente. Deixar ir não foi fácil, porque meu coração se recusava a esquecê-lo.
    Um dia, uma colega de trabalho percebeu pelo que eu estava passando e me apresentou a um homem idoso, gentil e experiente chamado Dr. Dawn. Ela me contou como ele havia ajudado ela e muitas de suas amigas a consertar seus relacionamentos e casamentos.
    No começo, eu estava em dúvida… mas decidi tentar.
    Depois de explicar minha situação a ele, o Dr. Dawn me garantiu que meu namorado voltaria e pediria desculpas. Eu segui suas instruções com fé.
    Para minha grande surpresa, não muito tempo depois, comecei a receber mensagens e inúmeras ligações. Meu coração batia muito rápido…
    Era ele.
    Meu namorado voltou, pediu desculpas sinceramente, veio me visitar e ainda trouxe presentes. Aquele momento pareceu um milagre que nunca vou esquecer.
    Hoje, já se passaram 3 lindos anos. Estamos felizes no casamento, com um filho, e estamos esperando outro bebê em apenas algumas semanas.
    Meu coração está cheio de gratidão, e eu sempre serei grata ao Dr. Dawn por ter trazido alegria de volta à minha vida.
    Se você está passando por dor no seu casamento ou relacionamento… Se a pessoa que você ama te deixou e você não sabe o que fazer… Não perca a esperança.
    Você também pode entrar em contato com ele pelo WhatsApp: +2349046229159

    dawnacuna314@gmail.com

    ResponderEliminar